Ó estupidez
Que sai das ruas
Tripudia de dores alheias
Brinca de festejar
Sem saber o quê
Sem saber a quem
Só a estupidez
A ignorância
A insensibilidade
O caos
Ó estúpidos!!!
Que se amontoam
Que se aglomeram
E festejam o vazio
Que chegara sobre vós
Que se deitará contigo
Em noites vazias
Estúpidos!
Não respeitam a dor
As partidas!
O luto
As covas frias
És tu
Tu mesmo, estúpido!
Teu desrespeito contamina
Tuas saídas espalham mortes
Tuas festas são funestas
Tua música alta são ais
Continue, estúpido!
Continue sem proteção
Para ti e para os outros
Tripudie sobre dores
Dance sobre cadáveres
Banhe-se nas lágrimas dos enlutados
E depois, sozinho ou na cova fria
Tu dirás: como fui estúpido!
Sim, és estúpido!
Lu Mota
Acidez dolorida*

